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Canção de Outono – Mario Quintana

Canção de Outono

outono

O outono toca realejo
No pátio da minha vida.
Velha canção, sempre a mesma,
Sob a vidraça descida…

Tristeza? Encanto? Desejo?
Como é possível sabê-lo?
Um gozo incerto e dorido
De carícia a contrapelo…

Partir, ó alma, que dizes?
Colher as horas, em suma…
Mas os caminhos do Outono
Vão dar em parte nenhuma!

Mario Quintana )
(Poema publicado originalmente no livro Canções, retirado de Poesia Completa – Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 131) – contribuição de Sonia Regina Villarinho

mario quintana

Leia mais Mario Quintana

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Bashô

Bashô – Haikai Zen

velha lagoa
o sapo salta
o som da água

(Bashô)

(Tradução de Paulo Leminski. Este haikai está escrito inteiramente em minúsculas, e não tem pontuação).

Saiba mais sobre Matsuo Bashô – Wikipedia

estátua

OBS.: OSHO traduziu este haikai mais ou menos assim (traduzindo sua tradução para o Português):

 A velha lagoa.
O sapo pula dentro.
Plop!

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Seu verdadeiro crime (sobre Oscar Wilde – com vídeo)

Seu verdadeiro crime

O que eles jamais perdoaram a Oscar Wilde é que ele era profundo sem ser chato.

Mario Quintana )
(Do livro “Da preguiça como método de trabalho”, retirado por mim mesmo, sem erros, de Poesia Completa – Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005, p. 676)

Oscar Wilde

Fabio Rocha

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A Alma Imoral – trechos

A Alma Imoral – trechos

“O herói do corpo é aquele que surpreende os outros e os seduz. Seus poderes são fazer uso do passado e de suas mágicas. O que já foi feito, visto, dito, falado e escutado passa a ser o instrumento para surpreender os outros. Já o herói da alma é aquele que surpreende a si mesmo e seus poderes são o que ainda não foi feito, visto, dito, falado ou escutado. (…) Enquanto o corpo se deleita com as conquistas da sedução, a alma o faz nas conquistas do assombramento pela surpresa.” (p. 46)

“Cada vez que fazemos o esperado, reforçamos um padrão humano automático de torpor. Existe em nós uma tendência de querer agradar à nós, aos outros e à moral de nossa cultura. Com isso vamos gradativamente nos perdendo de nós mesmos. E o despertar é a capacidade de perceber situações horríveis em nossas vidas, tanto no plano particular como no social e cultural. desse “horror” surge uma nova forma de ser, uma nova forma de “família”, uma nova forma de “propriedade” e uma nova forma de “tradição”. A imutabilidade do ser e da família, da propriedade e da tradição é a proposta desesperada de negar a natureza humana, que é mutante e requer novas formas de “moral”.” (ps. 64/65)

“Aquele que não faz uso de todo o potencial de sua vida, de alguma maneira diminui o potencial de todos os demais.” (p. 82)

(BONDER, Nilton, A Alma Imoral, Rio de Janeiro: Rocco, 1998.)

A peça também é imperdível:

a-alma-imoral

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