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Giovani Baffô

Giovani Baffô

Amor


com
fusão

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Leia outro poema genial do autor com imagem

Giovani Baffô

Giovani tem dois livros publicados e alguns outros tantos de forma mais artesanal. Recentemente reuniu boa parte de sua melhor produção em dois livros: Pequenos Golpes de 2012 e Delitos e Deleites de 2010, pelo selo Edições Maloqueristas.

Veja aqui um vídeo do poeta.

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Fabio Rocha

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Gonçalves Dias – Canção do Exílio

Canção do Exílio (Gonçalves Dias)

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

( Gonçalves Dias )

Esse poema é um clássico. É composto todo em heptassílabos (ou redondilha maior) como a maioria de nossas cantigas de roda e canções de ninar (muitas compostas por Villa Lobos, como a belíssima “Se esta rua fosse minha“). Dizem que essa é a métrica que mais se prende à memória… Deve funcionar, pois realmente, eu não esqueço esse poema ou as cantigas de ninar da minha infância. A obra  abre o livro “Primeiros Cantos e é um dos mais conhecidos poemas da língua portuguesa no Brasil, até mesmo porque “Nossos bosques têm mais vida,/Nossa vida, mais amores.” acabou no nosso hino nacional. Foi escrito em julho de 1843 em Coimbra (Portugal) e na wikipedia você pode saber mais sobre ele, inclusive com uma análise do poema. Se quiser ver o texto em sua grafia original (bem interessante), basta passar umas páginas aqui no link do livro Primeiros Cantos no Google Books. Aliás, o livro está todo disponível ali, pois toda a obra do autor é de domínio público atualmente.

Goncalves-Dias

Saiba mais sobre o autor na Wikipedia

Leia mais poemas de grandes poetas

 

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Cidadezinha Qualquer – Drummond

Cidadezinha Qualquer

Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.

Devagar… as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus.

Carlos Drummond de Andrade )
(Poema digitado e conferido por mim mesmo em 10 de setembro de 2012, publicado em Antologia Poética – 12a edição – Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, p. 34)

cidadezinha

Vídeo com o poema falado por Tom Zé:


http://www.youtube.com/watch?v=qhDMqHs9S5w

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Manoel de Barros – Homenagem

A homenagem mais bonita que recebi hoje, 13/11/2014, quando faleceu Manoel de Barros (maior poeta que já li) segue abaixo, em poesia. Hoje todos os poetas vivos que conheço se sentem meio órfãos, assim como os amantes da poesia.

NÊNIA

A Manoel de Barros
        In memoriam

Quando morre um poeta,
Muito de nossos sonhos,
Acompanhados
de outras tantas esperanças,
Todos trajando preto,
Em soturno féretro,
Invadem o infinito.
As araras despem-se das cores,
Os pássaros diurnos se calam
E as corujas,
Em agoniados pios,
Postam-se às margens do rio
Que cruza a vida.

Nilton Maia (13/11/2014) – e-mail: nrodriguesmaia@gmail.com

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