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Carlos Drummond de Andrade – Poemas

Carlos Drummond de Andrade – Poemas Originais Selecionados

Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

Carlos Drummond de Andrade )
(Poema digitado e conferido por mim mesmo em 31 de outubro de 2012, publicado em  Antologia Poética – 12a edição - Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, ps. 108 e 109)   

José

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Carlos Drummond de Andrade )
(Poema digitado e novamente conferido por mim mesmo em 8 de setembro de 2012, publicado em Antologia Poética – 12a edição – Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, ps. 10,11 e 12)

*

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drummond de Andrade )

*

Procura da Poesia

Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia.
Diante dela, a vida é um sol estático,
não aquece nem ilumina.
As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam.
Não faças poesia com o corpo,
esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.

Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escuro
são indiferentes.
Nem me reveles teus sentimentos,
que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem.
O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.

Não cantes tua cidade, deixa-a em paz.
O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas.
Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.

O canto não é a natureza
nem os homens em sociedade.
Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam.
A poesia (não tires poesia das coisas)
elide sujeito e objeto.

Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.

Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.

Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?

Repara:
ermas de melodia e conceito
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.

Carlos Drummond de Andrade )
Carlos Drummond de Andrade

camisetas amo poesia

*

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade )

*

O Sobrevivente

Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade.
Impossível escrever um poema – uma linha que seja – de verdadeira poesia.
O último trovador morreu em 1914.
Tinha um nome de que ninguém se lembra mais.

Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples.
Se quer fumar um charuto aperte um botão.
Paletós abotoam-se por eletricidade.
Amor se faz pelo sem-fio.
Não precisa estômago para digestão.

Um sábio declarou a O Jornal que ainda falta
muito para atingirmos um nível razoável de
cultura. Mas até lá, felizmente, estarei morto.

Os homens não melhoram
e matam-se como percevejos.
Os percevejos heróicos renascem.
Inabitável, o mundo é cada vez mais habitado.
E se os olhos reaprendessem a chorar seria um segundo dilúvio.

(Desconfio que escrevi um poema.)

Carlos Drummond de Andrade )

*

Nota Social

O poeta chega na estação.
O poeta desembarca.
O poeta toma um auto.
O poeta vai para o hotel.
E enquanto ele faz isso
como qualquer homem da terra,
uma ovação o persegue
feito vaia.
Bandeirolas
abrem alas.
Bandas de música. Foguetes.
Discursos. Povo de chapéu de palha.
Máquinas fotográficas assestadas.
Automóveis imóveis.
Bravos…
O poeta está melancólico.

Numa árvore do passeio público
(melhoramento da atual administração)
árvore gorda, prisioneira
de anúncios coloridos,
árvore banal, árvore que ninguém vê
canta uma cigarra.
Canta uma cigarra que ninguém ouve
um hino que ninguém aplaude.
Canta, no sol danado.

O poeta entra no elevador
o poeta sobe
o poeta fecha-se no quarto.
O poeta está melancólico.

Carlos Drummond de Andrade )

*

As Sem-Razões do Amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade )

*

Boca

Boca: nunca te beijarei.
Boca de outro que ris de mim,
no milímetro que nos separa,
cabem todos os abismos.

Boca: se meu desejo
é impotente para fechar-te,
bem sabes disto, zombas
de minha raiva inútil.

Boca amarga pois impossível,
doce boca (não provarei),
ris sem beijo para mim,
beijas outro com seriedade.

Carlos Drummond de Andrade )

*

Segredo

A poesia é incomunicável.
Fique torto no seu canto.
Não ame.

Ouço dizer que há tiroteio
ao alcance do nosso corpo.
É a revolução? o amor?
Não diga nada.

Tudo é possível, só eu impossível.
O mar transborda de peixes.
Há homens que andam no mar
como se andassem na rua.
Não conte.

Suponha que um anjo de fogo
varresse a face da terra
e os homens sacrificados
pedissem perdão.
Não peça.

Carlos Drummond de Andrade )

*

Verbo Ser

Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.

Carlos Drummond de Andrade )

*

Destruição

Os amantes se amam cruelmente
e com se amarem tanto não se vêem.
Um se beija no outro, refletido.
Dois amantes que são? Dois inimigos.

Amantes são meninos estragados
pelo mimo de amar: e não percebem
quanto se pulverizam no enlaçar-se,
e como o que era mundo volve a nada.

Nada. Ninguém. Amor, puro fantasma
que os passeia de leve, assim a cobra
se imprime na lembrança de seu trilho.

E eles quedam mordidos para sempre.
deixaram de existir, mas o existido
continua a doer eternamente.

Carlos Drummond de Andrade )

*

Sentimental

Ponho-me a escrever teu nome
com letras de macarrão.
No prato, a sopa esfria, cheia de escamas
e debruçados na mesa todos completam
esse romântico trabalho.

Desgraçadamente falta uma letra,
uma letra somente
para acabar teu nome!

- Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

Eu estava sonhando…
E há em todas as consciências um cartaz amarelo:
“Neste país é proibido sonhar.”

Carlos Drummond de Andrade )

carlos-drummond-de-andrade-copacabana

*

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade )

as-coisas-findas

*

O Amor Antigo

O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige, nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

Carlos Drummond de Andrade )

*

Assanhamento

(8.VIII.1970)

Que venha o censo de 70
e com ele venha
a recenseadora mais bacana,
aquela que ao dizer, com voz de acúcar
(a doce voz é a melhor senha):
“Preencha direitinho
este questionário, por favor”,
tenha sempre dos homens a resposta:
“Por você, minha flor,
preencho tudo, sou capaz até
de reclamar duzentos questionários,
passando a vida inteira a preenchê-los,
mesmo os mais complicados e mais vários,
tendo-a ao meu lado, é claro, a me ajudar.”
Ah, por que o Governo
não faz todo ano um censo cem por cento
com uma garota assim, a censear?
Por que não reformula
a engrenagem severa da Fazenda
e bota a coleção dessas meninas
cobrando a domicílio
(pois resistir quem há-de ao seu veneno)
todas as taxas, todos os impostos,
inclusive – terrível – o de renda?

Carlos Drummond de Andrade )

*

Os Ombros Suportam o Mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Carlos Drummond de Andrade )

*

Campo de Flores

Deus me deu um amor no tempo de madureza,
quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme.
Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro,
e a um e outro agradeço, pois que tenho um amor.

Pois que tenho um amor, volto aos mitos pretéritos
e outros acrescento aos que amor já criou.
Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso
e talhado em penumbra sou e não sou, mas sou.

Mas sou cada vez mais, eu que não me sabia
e cansado de mim julgava que era o mundo
um vácuo atormentado, um sistema de erros.
Amanhecem de novo as antigas manhãs
que não vivi jamais, pois jamais me sorriram.

Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra
imensa e contraída como letra no muro
e só hoje presente.
Deus me deu um amor porque o mereci.
De tantos que já tive ou tiveram em mim,
o sumo se espremeu para fazer vinho
ou foi sangue, talvez, que se armou em coágulo.

E o tempo que levou uma rosa indecisa
a tirar sua cor dessas chamas extintas
era o tempo mais justo. Era tempo de terra.
Onde não há jardim, as flores nascem de um
secreto investimento em formas improváveis.

Hoje tenho um amor e me faço espaçoso
para arrecadar as alfaias de muitos
amantes desgovernados, no mundo, ou triunfantes,
e ao vê-los amorosos e transidos em torno,
o sagrado terror converto em jubilação.

Seu grão de angústia amor já me oferece
na mão esquerda. Enquanto a outra acaricia
os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura
e o mistério que além faz os seres preciosos
à visão extasiada.

Mas, porque me tocou um amor crepuscular,
há que amar diferente. De uma grave paciência
ladrilhar minhas mãos. E talvez a ironia
tenha dilacerado a melhor doação.
Há que amar e calar.
Para fora do tempo arrasto meus despojos
e estou vivo na luz que baixa e me confunde.

Carlos Drummond de Andrade )

Carlos Drummond de Andrade

O poeta Carlos Drummond de Andrade

Conheça também:
Carlos Drummond de Andrade – Wikipedia

(Seleção de Fabio Rocha)

Voltar para o índice de poetas consagrados

carlos drummond de andrade

Estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade em Copacabana

Camisetas Amo Poesia

99 Respostas

  1. alessandra vitor vieira

    Nossa, adorei. Ajudou muito no trabalho da escola da minha filha.

  2. dilonei da rosa

    Ler Drummond é um alimento para a alma. Cada coisa que ele escreve que não tem explicação… Drummond pra mim é o maior poeta brasileiro, ele nos faz sentir orgulho do nosso país e acreditar que nada está perdido.

  3. Raquel Vasconcelos

    Ainda não se conheceu poeta maior depois de Carlos Drummond de Andrade. Imortal é sua poesia porque canta a natureza humana em essência e com vigor de quem lê almas.

  4. Drummond… É Drummond! É Drummond! É Drummond! … E pronto!

  5. Eva

    Adorei! Drummond é fantástico! Procurem no youtube por Igual Desigual Aires Ferreira. Ficou fantástico e era uma boa adição para aqui!

  6. Vivaaaa Sempre Drumond.! o melhor pra toda a vida

  7. Karem Oliveira Kronbauer

    É o melhor.

  8. Kleiton Muniz

    Pra mim, Drummond é um dos maiores poetas de todos os tempos! Teria muito o que dizer sobre a obra dele, mas preciso dizer mais alguma coisa?! rs ‘

  9. antonio lins

    Seria ” Recomeçar ” possível de ser (re )escrito?
    Ou vir-a-ser o espectro d”O Grito” ?

  10. abagunçanavidadela

    [...] ( Carlos Drummond de Andrade ) [...]

  11. Maria Teresinha Faraco

    As poesias de Carlos Drummond são joias literárias

  12. giovana

    eu amo as poesias de carlos drummond, são d+!

  13. Ler Drumond ta sendo uma ótima experiência pra mim to aprendendo muitas coisa boas.Obrigado Drumond

  14. amo-te , como não amo a mim mesma…debruço-me sobre os seus poemas procurando minha propria alma……….

  15. Marcia Mendonça Siqueira

    "nunca ne esquecerei deste acontecimento"…Voce Drumond foi o acontecimento de nossa geração. Parabéns pelos seus 110 anos, mais vivo do que nunca!

  16. Wilson Rosa da Fonseca

    Lembrar as obras deste magnífico e maior poeta poeta brasileiro, neste dia especial do seu nascimento, precisamente a 110 anos (31.10.1902), é viajar no tempo… E buscar em seus poemas a inspiração para à vida.

  17. Lucia Helena

    Carlos Drumond de Andrade….Ah, coisa mais lindaaaa !…
    Belos poemas a encantar meus dias!!!!!!
    Obrigada, poetaaaaa !!!!!!!!!!!

  18. Pedro

    Poema “Sentimental”:

    Deveria ser “e debruçados na mesa todos completam”, não é?

    Cumprimentos

  19. Selma Silva S

    Perfeito!…….

  20. Bom dia caro Fabio. O seu espaço é louvável, parabéns por tão esmerado trabalho. Abraços cordiais, Lu.

  21. Adoro as poesias de Carlos Drummond, são muito legais

  22. Ler os poemas de Drummond é voltar no tempo e reviver o passado, é entender que o amor verdadeiro não se destroi nunca, é compreender a vida de uma forma diferente….

  23. Comentar Drummond? Audácia para qualquer mortal. Drummond é inexplicável. Ma se não entendes, passe o texto para uma criança, não para um doutor.

  24. Tamires Mota

    gostei muito
    toca na alma da pessoa

  25. A Hora do Poeta - Por Cosma Angelo

    Sem comparação…

  26. Andrea Paixao

    Drumond… perfeito!

  27. Jeniffer Sousa

    Drummond é simplesmente eterno!
    Ele, através de seus poemas consegue dizer tudo aquilo que de alguma maneira faz ou fará parte de nós ….Porque ele transmitia(transmite)emoção e essa emoção nos comove até hoje!!!Salve, Salve Carlos Drummond de Andrade !

  28. milton

    O poema José, de Carlos Drummund de Andrade,é exatamente igual a nossas vidas.Marchamos pra Onde?

  29. Morgania Soares Medeiros

    Ah, Drummond, um dos grandes magos da palavra. Eterno

  30. adoro ler as poesias de carlos drummond de andrade…..

  31. [...] TV, só teu retrato com teu número e teu nome. Serás mesmo candidato ou simples sombra que some?(Drummond) (Digitado e conferido por mim mesmo em 7 de julho de 2012 no livro Amar se aprende amando, 22a. [...]

  32. [...] por serafins. O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.( Carlos Drummond de Andrade )Leia mais Carlos Drummond de Andrade>>> Leia também:Entender é [...]

  33. Meus Parabens Carlos Drummond de Andrade ………. belos versos , belas poesias e magnificas palavras escritas ………..

  34. Dani Preta

    Te amo Drummond!

  35. [...] ( Carlos Drummond de Andrade ) Rate this:Share this:TwitterFacebookEmailLinkedInImprimirGostar disso:GosteiSeja o primeiro a gostar disso. Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado amadas, Carlos Drummond de Andrade, Fuzilaria, Jornais, Necrologio dos desiludidos do amor, Tripa por itsaverydeepsea. Guardar link permanente. [...]

  36. Adrielle Biilthy

    Muiito boom esse poemas do carlos drummond de andrade

  37. Rita Rosa Rio

    Quem tem oportunidade, quer ser fotografado ao lado da estátua de Drummond. É voar por tantas palavras inesquecíveis.

  38. Cesar Augusto

    "Nada pode o olvido
    contra o sem sentido
    apelo do Não."
    _É como se nos puxassem o cobertor em uma manhã fria, porém ensolarada.

  39. Drumom e simplesmente Drumom…………

  40. Drummond é simplesmente magnifico!!!

  41. Windsor Barbosa de Carvalho

    Como conterrâneo de Drummond digo que ele está acima de Deus, porque Deus é um vocabulo criado pelo homem e pela mulher com medo da doença e da morte; portanto inexiste. Mas respeitando sempre quem acredita nele.

  42. cleide

    Adoro as poesias, poemas e versos de Drumond de Andrade, me deixa muito emocionada principalmente Recomeçar, um ausente e outros

  43. [...] verdadeiro – Drummond por Abujamra Publicado em 3 de junho de 2012 por Fabio RochaLeia mais DrummondTweetgoogle.load('orkut.share','1');google.setOnLoadCallback(function(){new [...]

  44. gabriela montez silva

    gostei muito dos poemas de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE achei todos muito legais eu tenho 29 anos procuro por poemas e poesias dele ja faz um ano é por que eu nao sabia o que era internet.
    pois eu moro numa cidade da alemanha muito pobrezinha
    valeu okkkkkkkkkkkkkk!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  45. maria eduarda

    eu sou fã dele eu fiz um trabalho de escola dele e tinha varios outros mais eu escolhi ele

  46. [...] símbolos e outras armas prometa ajudar a destruí-lo como uma pedreira, uma floresta um verme.( Carlos Drummond de Andrade )Leia mais Carlos Drummond de AndradeVoltar para o índice de poetas [...]

  47. Ícaro Vinícius Oliveira da Silva

    que poemas. Nunca vi mais lindo!

  48. Drummond infindável! Visitem o site de CDA no facebook. Há sempre uma curiosidade a mais sobre o nosso poeta.

  49. [...] devias precipitar-te, de vez, nas águas. Estás nu na areia, no vento… Dorme, meu filho.( Carlos Drummond de Andrade ) (Dica do vídeo de Rodolpho Saraiva, para combinar com um sábado chuvoso…)Consolo na [...]

  50. ral rocha

    adorei TE AMO ♥carlos drummon de andrade ♥

  51. allan dayvisson

    As poesias dele são muito legais!!!!!!!!!!!!!!!!

  52. Drikinha Bruxinha

    Aiiin' meu poeta facorito *—* ' Te Amo Drummond ♥'

  53. Evandi Lopes de Macedo

    Aprendi a gostar da poesia Drummondiana e isso tem me fascinado muito. É reamente um poeta fabuloso.

  54. Maria do Socorro Moura Montenegro

    Fábio, afinal CARLOS DRUMOND é outro escritor que me fascina, ele também é inconfundível.

  55. JOSÉ « Mural Artistico

    [...] ( Carlos Drummond de Andrade) [...]

  56. Bruna

    Eu sou uma fã do Carlos, ele é demais!! Amo todos os poemas dele

  57. aliane cristina de oliveira santos

    na hora de tristeza e sempre bom ter algo,ou alguem que possamos contar.

  58. Renivaldo de Jesus

    Sou Renivaldo de Jesus criador do blog:Mural artistico. Este seu blog é ótimoe, como ponto alto eu encontrei estas lindas poesias de Carlos Drumond de Andrade.Parabens

  59. Marina Oliveira

    Ler Drummond logo pela manha é booommm demais…

  60. pedro

    Carlos Drumond de Andrade para min so ta abaixo de deus seus poema e lindo

  61. vitoria

    eu estou muito feliz de ler carlos drummond de andrade eu sou facinada por ele aspoesias são tao lindas que emociona.

  62. Rogerio Gomes Moreno

    Ler Carlos Drumond de Andrade, é entrar no reino das palavras…

  63. Você carlos, ñ é deus, más foi unico te curto de montão.

  64. todos poemas ;reflectivos, maravilhosos

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