Mario Quintana – Cronologia da Vida e Obra (Biografia)

Mario Quintana – Cronologia da Vida e Obra (Biografia)

1906 – Nasce Mario Quintana na noite muito fria de 30 de julho, na cidade de Alegrete, Rio Grande do Sul. É o quarto filho de Celso de Oliveira Quintana, farmacêutico, e de Dona Virgínia de Miranda Quintana.

1913 – Aprende a ler no Jornal Correio do Povo. Aprende noções de francês com seus pais.

1914 – Freqüenta a Escola Elementar mista de Dona Mimi Contino.

1915 – Passa a freqüentar a escola do mestre português Antônio Cabral Beirão, ali concluindo o curso primário.

1919 – É matriculado no Colégio Militar de Porto Alegre, em regime de internato. Publica suas suas primeiras
produções literárias na revista Hyloea, órgão da Sociedade Cívica e Literária dos alunos do Colégio.

1924 – Deixa o Colégio Militar. Emprega-se na Livraria do Globo, trabalhando com Mansueto Bernardi durante três meses .

1925 – Retorna a Alegrete, passando a trabalhar na farmácia de seu pai.

1926 – Morre sua mãe. É premiado em um concurso de contos do jornal Diário de Notícias de Porto Alegre com o trabalho A Sétima Personagem.

1927 – Morre seu pai. Tem um poema seu publicado no Rio de Janeiro, por iniciativa do cronista Alvaro Moreyra, na revista dirigida por este, Para Todos.

1929 – Ingressa na redação do jornal O Estado do Rio Grande, dirigido por Raul Pilla, em Porto Alegre.

1930 – Inicia a colaboração para a Revista do Globo. Alista-se como voluntário do Sétimo Batalhão de Caçadores de Porto Alegre, partindo para seis meses no Rio de janeiro.

1931 – Regressa a Porto Alegre e à redação de O Estado do Rio Grande.

1934 – Tem sua primeira tradução publicada: Palavras e Sangue, de Giovanni Papini, pela Editora Globo. Começa a traduzir efetivamente para a Editora Globo. Traduz, entre outros autores: Fred Marsyat, Alessandro Varaldo, Emil Ludwig, Lin Yutang, Charles Morgan, Marcel Proust, Virginia Woolf.

1940 – É publicado A Rua dos Cataventos, livro de sonetos, pela Editora Globo, Porto Alegre. Tal é a repercussão, que vários de seus sonetos foram transcritos em antologias e livros escolares.

1943 – Começa a publicar Do Caderno H na Revista Província de São Pedro.

1946 – Publicação de Canções, poemas, pela Editora Globo, Porto Alegre.

1948 – Publicação de Sapato Florido, poesia e prosa, pela Editora Globo. Publicação de O Batalhão das Letras, Editora Globo.

1950 – Publicação de O Aprendiz de Feitiçeiro, versos, pela Editora Fronteira, Porto Alegre.

1951 – Publicação de Espelho Mágico, coleção de quartetos, que traz na orelha o comentário de Monteiro Lobato, Editora Globo.
1953 – Publicação de Inéditos e Esparsos, Editora Cadernos de Extremo Sul, Alegrete. Ingressa no jornal Correio do Povo, onde passa a publicar Do Caderno H, até 1967.

1962 – Publicação de poesias, reunião das obras: A Rua dos Cataventos, Canções, Sapato Florido, Espelho Mágico, O Aprendiz de Feiticeiro, esta primeira edição sobre os auspícios da divisão de cultura da Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul, Editora Globo.

1966 – Publicação de Antologia Poética, coletânea de poesia e outros trabalhos inéditos, organizada por Ruben Braga e Paulo Mendes Campos, pela Editora do Autor, Rio de Janeiro. No dia 25 de agosto o poeta é saudado na Sessão da Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, este recitando poema de sua autoria: Leia o Poema clicando aqui. Recebe, em dezembro, o Prêmio Fernando Chinaglia para o “melhor livro do ano”, com Antologia Poética. No dia 30 de julho ( seus sessenta anos), Paulo Mendes campo publica em sua coluna na revista Manchete uma carta a Mario Quintana: “…Alguns dos teus poemas e muitos dos teus versos não precisam estar impressos em tinta e papel: eu os carrego de cores, às vezes, brotam espontaneamente de mim como se fossem meus. De certo modo, são meus, e hás de convir que a glória maior do poeta é conceder essa parcerias anônimas pelo mundo…”.

1967 – Recebe o Título de Cidadão Honorário de Porto Alegre, conferido pela Câmara de Veredores, ocasião em que profere as seguintes palavras: “Antes ser poeta era um agravante, depois passou a ser uma atenuante, mas diante disso, vejo que ser poeta é agora uma credencial.” Passa a publicar Do Caderno H no Caderno de Sábado do Correio do Povo, até 1980.

1968 – Poeta é homenageado pela Prefeitura de sua terra natal com placa em bronze na praça principal de cidade, onde estão inscritas as suas palavras: “Um engano em bronze é um engano eterno.” Morre seu irmão mais velho, Milton

1973 – Publicação Do Caderno H, coletânea selecionada pelo autor, pela Editora Globo. A respeito, diz Paulo Rónai: “Espetáculo da melhor prosa que se escreve entre nós, provam a utilidade da poesia e dos poetas.’

1975 – Publicação de Pé de Pilão, poesia infanto – juvenil, co-edição do Instituto Estadual do Livro/DAC/SEC com a Editora Garatuja. Introdução de Erico Verissimo: “…Descobri outro dia que o Quintana na verdade é um anjo disfarçado de homem. Às vezes, quando ele se descuida ao vestir o casaco, suas asas ficam de fora. (Ah! Como anjo seu nome não é Mario e sim Malaquias)…”.

1976 – Ao completar setenta anos de idade , recebe inúmeras homenagens. Entre elas, recebe a medalha Negrinho do Pastoreio, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Publicação de Apontamentos de História Sobrenatural, poesia, pelo Instituto Estadual do Livro/DAC/SEC e Editora Globo. Publicação de Quintanares, edição – brinde de poesias, distribuída pela MPM.

1977 – Publicação de A Vaca e o Hipogrifo pela Editora Garatuja, Porto Alegre. Recebe o Prêmio Pen Clube de Poesia Brasileira para Apontamentos de Historia do Sobrenatural.

1978 – Morre sua irmã Dona Marieta Quintana Leães. Publicação de Prosa e Verso, antologia para didática, Editora Globo. Publicação de Chew me up slowly, tradução Do Caderno H por Maria da Glória Bordini e Diane Grosklaus, pela Editora Globo e Riocell.

1979 – Publicação de Na Volta da Esquina, antologia que constitui o quarto volume da Coleção RBS – Editora Globo. Publicação, em Buenos Aires, de Objetos Perdidos Y Otros Poemas, tradução de Estela dos Santos, organizado por Santiago Kovadloff.

1980 – Publicaçào de Esconderijos do Tempo, pela L & PM Editores. Recebe o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de suas obras literárias, no dia 17 de julho. Integra, com Cecília Meireles, Vinícius de Moraes e Henriqueta Lisboa, o sexto volume da coleção didática Para gostar de Ler, publicação da Editora Ática.

1981 – Participa da Jornada de Literatura Sul – Rio-Grandense em Passo Fundo, organizada pela Universidade de Passo Fundo e 7o Delegacia de Educação. É homenageado, com Josué Guimarães e Deonísio da Silva, pela Câmara de Indústria, Comércio, Agropecuária e Serviços de Passo Fundo. Cerca de duzentas crianças entregaram botões de rosa e cravos a Mario Quintana. Recomeça a publicar Do Caderno H, agora no Caderno Letras & Livros do Correio do Povo, até 1984, quando o jornal encerra temporariamente suas atividades. Publicação de Nova Antologia Poética, pela CODECRI, Rio de Janeiro.

1982 – No dia 29 de outubro recebe o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em cerimônia realizada no salão de festas da Reitoria da Universidade.

1983 – Publicação do IV volume da coleção Os Melhores Poemas, este volume dedicado a Mario Quintana. Antologia com seleção de textos por Fausto Cunha, Global Editora, São Paulo. Lançamento da III Festa Nacional do Disco, em Canela, RS, do álbum duplo: Antologia Poética de Mario Quintana, pela gravadora Polygram. Publicação de Lili Inventa o Mundo, seleção por Mery Weiss, de textos publicados em Letras & Livros e nas obras completas do autor, pela Editora Mercado Aberto, Porto Alegre. Através de lei promulgada em 8 de julho de 1983, após aprovação por unanimidade na Assembléia Legislativa, da proposta do deputado Ruy Carlos Ostermann, o prédio do antigo Hotel Majestic, tombado como patrimônio histórico do Estado, em 1982, passa a denominar-se Casa de Cultura Mario Quintana. Desse hotel Quintana foi hóspede de 1968 a 1980.

1984 – Publicação de Nariz de Vidro, seleção de textos por Mary Weiss, Editora Moderna, São Paulo. Publicação de O Batalhão das Letras, 2º edição, Editora Globo. Lançamento de O Sapo Amarelo, Editora Mercado Aberto, na 30ª Feira do Livro de Porto Alegre.

1985 – Publicação do Álbum Quintana dos 8 aos 80, Relatório da Diretoria SAMRIG de 1985 com texto analítico e pesquisa de Tania Franco Carvalhal, fotografia de Liane Neves, ilustrações de Liana Timm e planejamento gráfico de Marilena Gonçalves.

1986 -Completa 80 anos. É lançada a coletânea 80 Anos de Poesia, organizada por Tania Carvalhal, Editora Globo. Recebe o título de Doutor Honoris Causa pela UNISINOS e pela PUCRS. Publicação de Baú de Espantos, Globo. Reunião de 99 poemas inéditos (1982 a 1986).

1987 – Publicação de Da Preguiça Como Método de Trabalho, Globo, coletânea de crônicas Do Caderno H, Correio do Povo, ao longo de mais de 30 anos. Publicação de Preparativos de Viagem, Globo, Caderno de Confidências, reflexão do poeta sobre o mundo.

1988 – Lançamento de Porta Giratória, Globo, Rio de Janeiro, reunião de escritos em prosa, sobre o cotidiano, a infância, a morte, o amor e o tempo.

1989 – Lançamento de A Cor do Invisível, Globo, Rio de Janeiro. Recebe os títulos de Doutor Honoris Causa, da UNICAMP e da UFRJ. É eleito o Príncipe dos Poetas Brasileiros, entre escritores de todos o país. Promoção da Academia Nilopolitana de Letras, Centro de Memórias e Dados de Nilópolis e do jornal A Voz dos municípios fluminenses. É o 5º poeta a receber o título. Seus antecessores: Olavo Bilac, Alberto Oliveira, Olegário Mariano e Guilherme de Almeida.

1990 – Lançamento de Velório sem Defunto, poemas inéditos, pelo Mercado Aberto, Porto Alegre.

1992 – A Editora da UFRGS reedita, em edição comemorativa aos 50 anos da primeira publicação, A Rua dos Cataventos.

1993 – Tem poemas inéditos publicados no primeiro número da Revista Poesia Sempre, publicação semestral da Fundação Biblioteca Nacional/Departamento Nacional do Livro. Integra a antologia bilíngüe Marco Sul/Sur – Poesia, publicada Editora Tchê!, que reúne a poesia de brasileiros, uruguaios e argentinos. Tem seu texto Lili inventa o mundo montado para o teatro infantil, por Dilmar Messias. Treze de seus poemas são musicados pelo maestro Gil de Rocca Sales, para o recital de canto Coral Quintanares – apresentado pela Madrigal de Porto Alegre no dia 30 de julho (seu aniversário) na Casa de Cultura Mario Quintana.

1994 – Publicação de textos seus na revista literária Liberté – editada em Montreal, Quebec, Canadá – que dedicou seu 211o número de à literatura brasileira (junto com Assis Brasil e Moacyr Scliar). Publicação de Sapato Furado, pela editora FTD – antologia de poemas e prosas poéticas, infanto – juvenil. Publicação pelo IEL, de Cantando o Imaginário do Poeta, espetáculo musical apresentado no Teatro Bruno Kiefer pelo Coral da Casa de Cultura Mario Quintana, constituído de poemas de Mario Quintana musicados pelo maestro Adroaldo Cauduro, regente do mesmo Coral. Falece, no dia 5 de maio.

Elaborado por Suzana Kanter / Instituto Estadual do Livro
Autores Gaúchos 6 – Mario Quintana. 6o edição – 1996

mario quintana

Saiba mais: Mario Quintana – Wikipedia

Leia também os poemas de Mario Quintana


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Fabio Rocha

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Poeta nascido no Rio de Janeiro em 1976. Considerado um dos poetas brasileiros mais representativos da década de 2000, é autor de vários livros publicados gratuitamente em seu blog, cujos melhores poemas foram reunidos em Corte (Ibis Libris, 2004) e rio raso (Patuá, 2014). Mantém o bem sucedido site “A Magia da Poesia”, onde divulga a obra de grandes poetas. Seus poemas já foram selecionados para livros escolares, traduzidos para o russo, publicados em diversas revistas literárias, bem como na antologia Roteiro da Poesia Brasileira (Global, 2009). (saiba +)


8 Respostas

  1. mario quintana, um dos melhores poetas que já existiu no Brasil

  2. Silvany

    Conheci a obra de Mário Quintana quando era adolescente, através de uma professora que era apaixonada pelos seus poemas…e foi amor…costumo dizer que tem um poema dele pra tudo, é só procurar e a palavra certa vai estar lá, perfeitamente disposta em um
    poema escrito por aquele senhor de olhos cativantes.

  3. Jamile Santos Reis

    uns dos maiores poeta brasileiro…………………..

  4. Leda Maria

    É um pedacinho da minha vida…

  5. Leda Maria

    Eu conheci o Mario em 1984. Morávamos perto, no centro de Porto Alegre.
    Ele gostava de caminhar, e eu de passear com meu filho, nascido nesse ano.
    Por 2 anos, andamos juntos, eu, ele e meu filhote. Sempre amei poesia e literatura em geral: Mario adorava meu filho. Sentávamos em bancos de praças e passávamos o tempo conversando. Ele adorava, e eu também.
    Depois, mudei de bairro e voltei a exercer minha profissão: bibliotecária.
    Só fui revê-lo em seu velório, onde eu e o grande cronista Paulo Sat’Anna, cometemos um “pecado” (sem um saber do outro): era madrugada e não havia um só lugar para comprar cigarros. Como o Mario era um fumante inveterado, seu caixão estava cheio de cigarros… fui até lá discretamente e peguei 2; Paulo também fez o mesmo (só fiquei sabendo muito tempo depois). Tenho certeza que Mario não se importou com esse pequeno ‘furto’: deve ter dado risadas, lá do outro plano!

  6. Cronologia da Vida e Obra – Mario Quintana: Cronologia da Vida e Obra de Mario Quintana 1906… http://t.co/amk0l3En

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